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Os impactos econômicos da proibição das bets

Foto do escritor: Enrico Pallone
Enrico Pallone
há 17 horas
13 min de leitura

Após a criação da Medida Provisória Nº 1.394, de 25 de setembro de 2026, que proíbe “a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de loterias de aposta de quota fixa, em meio físico ou virtual, inclusive quando realizadas por agente sediado no exterior que as ofereça a pessoa localizada no território nacional”, muito se tem comparado os malefícios e benefícios (se é que existem) trazidos pelas plataformas de apostas e cassinos digitais. Para além dos óbvios efeitos prejudiciais à saúde pública que tal atividade traz consigo, há uma discussão em torno dos impactos negativos que sua proibição pode acarretar e a intenção deste curto texto é, justamente, analisar, mesmo que não de forma exaustiva e sem esgotar o tema, qual o real efeito das bets na economia brasileira.


Entretanto, antes de tudo, é de absoluta importância deixar bem claro que mais importante que a discussão econômica que envolve o tema, é a questão de saúde pública. Apostas esportivas e cassinos digitais potencializaram de forma extremamente significativa problemas envolvendo a ludopatia, ou seja, o vício em jogos e apostas. De acordo com estudos do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), nos últimos cinco anos houve um aumento de 140% na busca de atendimento por dependência de apostas no SUS, o que gera um custo social estimado de R$ 38,8 bilhões por ano, dos quais pelo menos, R$ 30,6 bilhões afetam a área da saúde (IEPS, 2025).


É preciso pouca pesquisa para encontrar relatos de pessoas que estão envolvidas, ou que tem familiares e amigos envolvidos, e que se encontram em situações desesperadoras. Pessoas devendo centena de milhares de reais ou, até mesmo, milhões para as plataformas digitais de apostas e cassino, o que, sem nenhuma surpresa, leva a atitudes extremas, como vender bens pessoais e de pessoas próximas, endividamento com bancos ou conseguindo recursos por formas alternativas e ilegais de crédito e, até mesmo, a cometer suicídio. De acordo com dados do Departamento de Psiquiatria da UNIFESP, em seu estudo LENAD III – Jogos e Apostas na População Brasileira (UNIFESP, 2025), 9,2% dos apostadores confirmaram ter pedido empréstimo ou venderam bens para apostar Os dados são claros: há estudos que indicam que a mortalidade por suicídio é 15 vezes maior entre pessoas com transtornos mentais de jogo patológico (KARLSSON, HAKANSSON, 2018; UNIFESP, 2025).


Das pessoas diagnosticadas com Transtorno do Jogo – um transtorno mental que inclusive passou a ser comparado pela comunidade científica psiquiátrica a transtornos relacionados ao uso de substâncias (American Psychiatric Association.,2013) –, 90% têm ou desenvolve algum outro tipo de transtorno mental já passível de diagnóstico e mais de 60% apresentam ou desenvolvem mais de 3 transtornos psiquiátricos simultaneamente (Potenza et al., 2019). Há indícios de que, dentre as todas as pessoas com algum transtorno de dependência, as do grupo de Transtorno do Jogo são as com maior taxa de suicídio, algo em torno 20% dos afetados pela doença (Mariounneau, Nikkinen, 2022).


Considerando que uma quantidade enorme de pessoas, inclusive crianças e adolescentes, apostam em bets, trata-se de uma situação assustadora. O LENAD III – Jogos e Apostas na População Brasileira (UNIFESP, 2025), nos apresenta, introduz, ainda, que 25,9% da população brasileira acima dos 14 ano já fez apostas em algum momento da vida. Do total da população brasileira, 7,3% (mais de 14 milhões de pessoas!!!) apostavam com prevalência de jogos com risco ou de caráter problemático. Entre apostadores, esse percentual aumenta para 38,6%. Do total da população acima dos 14 anos de idade, em 0,8% é possível identificar claros sinais de desenvolvimento de Transtorno do Jogo, o que representa 1,4 milhões de pessoas. Trata-se de uma situação crítica de saúde pública e, não por menos, os números de procura por tratamento explodiu nos últimos anos. Isso sem contar, é claro, as pessoas que se sentem envergonhadas e deixam de procurar ajuda, o que acarreta em subnotificação.


Estando claros os efeitos agudamente deletérios que as plataformas digitais de apostas e cassino causam à saúde pública, tornando o Transtorno do Jogo praticamente em uma epidemia, já que afeta 1,4 milhões de brasileiros, passemos, agora, para a discussão econômica sobre o tema. Agências de mídia e publicidade, empregados e empregadores envolvidos com o setor de esportes e até mesmo as próprias plataformas de apostas regulamentadas têm feito uma tentativa de contra-argumentar a justificativa do governo federal em impedir completamente a atuação de quaisquer agentes ligados a tal atividade, alegando que tais empresas investem montantes elevados em diversos setores da economia e a repentina quebra de tal fluxo poderia gerar problemas econômicos graves.


É fato que as bets investem uma grande quantidade de recursos em publicidade e que se tornaram anunciantes que predominam em praticamente todos os tipos de modalidades esportivas e veículos de comunicação. Contudo, é importante, dessa maneira, fazer uma análise mais aprofundada para balancear os impactos que tais investimentos podem acarretar a economia, em contraponto aos problemas econômicos gerados pelas próprias casas de aposta, já que parte da renda que estaria sendo revertida para consumo, agora tem outro destino e, considerando o volume desse movimento, há impactos econômicos gravíssimos.


Para facilitar o entendimento e comparação, serão utilizados aqui dados de 2025, já que é o último ano completo de que se tem dados consolidados. Segundo dados da Secretaria de Prêmios e Apostas – SPA, do Ministério da Fazenda, o mercado de apostas e cassinos online contava com 82 empresas autorizadas, com mais de 25,2 milhões de pessoas tendo apostado ao final do ano, totalizando um montante de depósitos na casa dos R$ 220,6 bilhões (Ministério da Fazenda, 2026). Desse valor, R$ 183,7 bilhões foram devolvidos através das premiações, fazendo com que as bets recebessem uma transferência líquida de recursos financeiros na casa dos R$ 36,9 bilhões, advindos de sua atividade. O setor reverteu em tributos federais arrecadados R$ 9,95 bilhões no mesmo período.


O Boletim Fiscal dos Estados Brasileiros de 2026, produzido em conjunto pelo Centro Celso Furtado, pelo Comsefaz (Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal) e pelo GEFIN (Grupo de Gestores das Finanças Estaduais) apresenta números ainda mais significativos. Considerando publicações do Banco Central quanto à movimentação de transações via Pix de pessoas físicas para empresas de cada atividade econômica, encontrou-se uma média de transferência líquida, ou seja, já descontando, do total apostado, a premiação revertida aos apostadores, de R$ 4,7 bilhões por mês entre outubro de 2024 e março de 2026, o que no acumulado de 2025 soma R$ 62,5 bilhões. A decisão de contabilizar as transferências por Pix para plataformas de aposta reflete a necessidade de incluir tanto a movimentação financeira legalizada e já abordada pela SPA, quanto a circulação de todo setor.


Os R$ 62,5 bilhões de transferências líquidas – o montante que as famílias transferem para as bets – representa um valor muito alto de recursos financeiros que deixam de estimular a economia, sobretudo via consumo dos mais variados tipos de bens e serviços, e rumam a um destino que pouco oferece em retorno. Segundo dados consolidados pela Ibope Advertising Intelligence e propagados pela plataforma Meio e Mensagem (2026), dentre os 300 principais anunciantes no Brasil, 15 eram bets, em que apenas 5 figuram entre os 50 anunciantes que mais dispenderam recursos para comprar anúncios. Essas 15 plataformas de apostas investiram algo próximo de 2,9 bilhões de reais em anúncios e propagandas.


As plataformas de apostas investem bastante, também, em patrocínios esportivos, que somaram algo em torno de 1,14 bilhões distribuídos nos 20 times que mais arrecadaram recursos no não de 2025, o que corresponde a algo em torno de 8% da arrecadação consolidada. Essa representatividade varia de clube para clube, contudo, mostra-se que a influência de tal setor nas receitas do futebol brasileiro é inferior ao que se aventa, o que suscita a ideia de que, na verdade, o desespero dos clubes é causado muito mais por anos de más administrações (Sports Value, 2026).


A impressão que esses números passam é de que a representatividade das bets, por mais que ainda movimente montantes significativos, é menor do que o se propaga. Isso se fortalece a partir do que vemos no Gráfico 1, abaixo, em que se demonstra a taxa de crescimento do número de vínculos formais para algumas categorias de trabalho selecionadas – justamente por serem as mais influenciadas pelas bets.



Fonte: RAIS, elaboração propria.

Como se nota, a taxa de crescimento no nível de vínculos formais de todos os setores em análise segue um padrão muito similar: crescimento entre 2016 e 2018, queda com a pandemia (2020) e um forte repique entre 2021-2022, muito provavelmente por causa do abrandamento das condições sanitárias, especialmente em 2022. De 2023 em diante o crescimento segue níveis estáveis, mas baixos – na casa dos 5% – justamente no período de ascensão das plataformas de aposta no Brasil. Essa impressão se reforça quando se compara com o comportamento do emprego formal total da economia brasileira. Aliás, se considerarmos o período 2022-2025, em que se enquadra o processo de maior expansão do mercado de apostas, o emprego formal nos setores de esportes (+13,3%) e tecnologia (+11,5%) cresceu abaixo do total da economia (+15,0%), e o de mídia e publicidade cresceu apenas ligeiramente acima (+17,0%).


Além disso, há também o valor gasto pelas plataformas com o seu próprio pessoal empregado. Este é, contudo, um dado difícil de consolidar, já que boa parte dos trabalhadores das bets atuam na informalidade. E não se trata de vínculos informais tradicionais, são atípicos, pois envolvem categorias de trabalho menos triviais, como é o caso dos influenciadores digitais, por exemplo. Dessa forma, por mais que seja limitada, optou-se por utilizar a estimativa do RAIS (MTE, 2026), que apresenta que, em 2025, havia 4.651 empregados formais atuando no setor de apostas (CNAE 9200-3/99), com rendimento médio de R$ 7.277,65. Contudo, se analisarmos a Tabela 1, abaixo, extraída também da RAIS (2026), nota-se que a média é quase o dobro da mediana, o que indica que os percentis superiores de rendimento puxam essa média para cima – os 10% mais bem pagos receberam valores acima dos R$ 15.000,00. Entretanto, vamos considerar o rendimento médio para cálculo do montante gasto com folha salarial, o que, em um ano, representa perto de R$ 475 milhões de reais com folha salarial de empregados formais (considerando salários e outros encargos como décimo terceiro, FGTS, e etc).


Tabela 1 - Número de empregados em plataformas de aposta e rendimentos da categoria

Ano

Vínculos empregatícios

Média salarial

Mediana

Percentil 25

Percentil 75

Percentil 90

2022

42

 R$  1.510,50

 R$  1.373,94

 R$  1.370,23

 R$    1.578,08

 R$    2.006,50

2023

329

 R$  5.310,23

 R$  2.409,75

 R$  1.873,20

 R$    6.610,21

 R$  12.584,18

2024

1232

 R$  8.538,63

 R$  4.083,34

 R$  2.393,70

 R$  10.000,00

 R$  19.600,00

2025

4612

 R$  7.277,65

 R$  4.000,00

 R$  2.478,28

 R$    7.552,50

 R$  15.040,00

Fonte: RAIS, elaboração própria

Somando os gastos com anúncios e propagandas, os patrocínios esportivos e a folha salarial anual para empregados formais, têm-se um valor estimado de R$ 4,52 bilhões, contra um nível de transferências líquidas de R$ 62,5 bilhões na estimativa mais pessimista (Centro Celso Furtado) e, na mais otimista (Ministério da Fazenda), arrecadação das bets de R$ 36,9 bilhões. Contudo, para estimar o real impacto na economia, não basta fazer uma simples subtração entre receita e custos. Isso pois, o valor líquido transferido da população para as plataformas de aposta afeta a economia a partir de pesos diferentes, já que cada extrato da população tem uma propensão marginal a consumir, isso é, quantos menos renda uma pessoa tem, maior a chance de ela gastar qualquer aumento de rendimento com consumo, já que essa pessoa, provavelmente, possui menos acesso a bens e serviços.


Portanto, quando as pessoas mais pobres recebem uma parcela maior de renda, tendencialmente revertem esse valor para o consumo, pois precisam ainda obter alguns bens importantes para seu conforto e subsistência. O contrário ocorre para os extratos mais ricos, já que possuem um padrão de consumo maior e dificilmente precisaram adquirir mais produtos do que já tem. Seu consumo até pode aumentar, mas, proporcionalmente ao que recebem, em um ritmo menor do que a população mais pobre.


Assim, é preciso discriminar qual a participação de diferentes extratos da população – que por sua vez possuem diferentes faixas de rendimento – para, assim, conseguir estimar qual o real impacto da subtração de R$ 62,5 bilhões de reais (ou R$ 36,9 bilhões, nas estimativas oficiais do Ministério da Fazenda), no volume de atividade econômica. Para tal, nos utilizaremos da metodologia aplicada em um exercício feito por Klein (2026), do MADE-USP, em que se baseia em um estudo da própria instituição (Toneto, Ribas, Carvalho, 2021). Klein, basicamente, combina as estimativas de propensão marginal a consumir por diferentes faixas de renda de Toneto, Ribas e Carvalho (2021), com as estimativas do DataSenado (2024) e do IPESPE/FEBRABAN (2024) de quanto cada faixa de renda gasta em apostas.


Considerando primeiro a estimativa mais ampla, cuja arrecadação líquida das bets em 2025 teria sido na casa dos R$ 62,5 bilhões de reais, extraindo pagamento de impostos (R$ 9,95 bilhões), investimentos em anúncios e propaganda (R$ 2,9 bilhões), em patrocínios esportivos (R$ 1,14 bilhões de reais) e gastos com folha salarial de empregados com vínculo formal (R$ 0,475 bilhões), chega-se a um novo valor que deixou de circular na economia, ao ser transferido para as plataformas de aposta, ou seja, R$ 48,05 bilhões. Utilizando a mesma metodologia de Klein (2026), estima-se que R$ 108,23 bilhões foram retirados da atividade econômica.


Representantes das plataformas de apostas têm reclamado da utilização da estimativa mais otimista, alegando que os dados oficiais do Ministério da Fazenda informam números bem inferiores. Não comentam, entretanto, que tais estimativas deixam de lado o mercado ilegal de apostas, que acaba sendo mais fielmente representado nos cálculos do Centro Celso Furtado (2026). Contudo, para atender às reclamações de tal setor e fazendo o mesmo exercício agora com a abordagem do Ministério da Fazenda, em que há uma subtração de R$ 36,9 bilhões da renda, chegamos a cerca de R$ 50,53 bilhões retirados da atividade econômica.


Portanto, estima-se que a economia brasileira deixou de ser estimulada por algo em torno de 50,53 a 108,23 bilhões de reais em 2025 por causa das bets – isso para além, é claro, do custo anual extra de R$ 30,6 bilhões pelo aumento de atendimento no SUS, e, sobretudo, os graves problemas de saúde pública gerados.


Como se não bastasse, a epidemia de Transtorno do Jogo no Brasil tem contribuído bastante para a já grave situação de endividamento da população. De acordo com estudo feito pelo Serasa (2024), 57% das pessoas entrevistadas – de uma amostra de 4.463 consumidores – não estavam endividados antes de começar a apostar. Do total, 69% das pessoas apostaram dinheiro de seus salários, sendo que 52% relatam ter mais perdido do que ganhado e 79%, na melhor das hipóteses, conseguiu recuperar o que foi gasto (esse número soma 52% das pessoas que mais perderam do que ganharam dinheiro e 27% das pessoas que supostamente recuperaram o que apostaram). Do total das pessoas que se tornaram inadimplentes em 2024, 72% relatam ter começado apostar para tentar ganhar dinheiro rápido para comprar algo de sua necessidade, para pagar suas próprias dívidas ou ter uma renda extra.


Trata-se de um grave problema, tanto sob o ponto de vista econômico, quanto e, sobretudo, da saúde pública. Além disso, mesmo considerando toda a argumentação e clamor feita por parte da mídia – tradicional e digital – e dos agentes integrantes do setor de esportes, nota-se que os efeitos negativos ultrapassam e muito os tímidos impactos positivos. As empresas de apostas contratam pouquíssimos funcionários e, por mais que que boa parte dos salários pagos seja alto, a baixíssima quantidade de empregados, somada a uma concentração de renda significativa – apenas R$1,00 a cada R$ 78,00 retorna ao trabalhador do setor – e uma tendência de saída desses recursos para paraísos fiscais faz com que o impacto na economia seja baixíssimo. Os investimentos em publicidade, propaganda e patrocínios esportivos também não aparentam ter uma relevância tão significativa ao ponto de compensar os impactos negativos na atividade econômica e, definitivamente, não justificariam aceitar os problemas de saúde pública que daí são gerados.


O exercício que se tentou fazer acima, portanto, foi o de tentar pesar os benefícios econômicos das bets frente aos custos econômicos que elas impõem. As famílias brasileiras transferiram entre R$ 36,9 bilhões e R$ 62,5 bilhões, o que subtraiu entre R$ 50,54 bilhões e R$ 108,19 bilhões da atividade econômica, em contraste a um modesto retorno para a economia na forma de publicidade e propaganda, patrocínios esportivos e uma quantidade pouco significativa de empregos gerados no setor de apostas, que somaram cerca de R$ 4,5 bilhões. A renda das famílias brasileiras foi drenada para as bets, sem retorno compatível, afetando diretamente o movimento de comércio e serviços. Não obstante, foi contribuinte, também, para uma já grave situação de endividamento. Isso, sem contar, claro, o sofrimento de pelo 1,4 milhões de brasileiros acometidos pela doença de Transtorno do Jogo e, também, aqueles que, mesmo sem sofrer com o vício, têm outros problemas psíquicos que foram potencializados pelas apostas online e cassinos virtuais.


Não se ignora que a proibição trará perdas de receita para veículos de comunicação e clubes esportivos, nem que exigirá fiscalização efetiva para impedir a migração dos apostadores para plataformas ilegais e políticas de cuidado para quem já desenvolveu dependência. Ainda assim, quando colocados na balança, os efeitos positivos das bets mostram-se tímidos e concentrados, enquanto os prejuízos são amplos, recaem sobre os mais vulneráveis e se estendem da economia à saúde pública. A proibição das bets, portanto, tende a ser benéfica sob qualquer ponto de vista, seja pelo viés econômico, social ou de saúde.


É válido discutir a questão política que envolve o assunto, sobretudo pelo momento em que a decisão foi tomada. Fora isso, não há justificativa alguma que seja relevante o suficiente para defender as plataformas de apostas e cassino que não seja o benefício individual de um pequeno, mas barulhento, grupo da sociedade, em detrimento do bem-estar de uma população enorme que sofre econômica e, sobretudo, psíquica e sanitariamente.

Referências


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